A Ostra e a Pérola


"Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas"...

As pérolas são feridas curadas, pérolas são produtos da dor, resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia.

A parte interna da concha de uma ostra é uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia a penetra, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra.

Como resultado, uma linda pérola é formada. Uma ostra que não foi ferida, de algum modo, não produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada...

Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de um amigo?

Já foi acusado de ter dito coisas que não disse?

Suas idéias já foram rejeitadas, ou mal interpretadas?

Você já sofreu os duros golpes do preconceito?

Já recebeu o troco da indiferença?

Então, produza uma pérola !!!

Cubra suas mágoas com várias camadas de amor.

Infelizmente, são poucas as pessoas que se interessam por esse tipo de movimento. A maioria aprende apenas a cultivar ressentimentos, deixando as feridas abertas, alimentando-as com vários tipos de sentimentos pequenos e, portanto, não permitindo que cicatrizem.

Assim, na prática, o que vemos são muitas "Ostras Vazias", não porque não tenham sido feridas, mas porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em amor.

Um sorriso fala mais que mil palavras...

Rubem Alves in Ostra Feliz Não Faz Pérola
ou
Rubens Paiva
in A Ostra e a Pérola
ou
Mahatma Gandhi
Nota
Acho que se faz necessária uma explicação para tantos autores. Recebi o texto por email sem autoria. Procurando pelo mesmo, achei em alguns lugares como sendo de Rubem Alves, mas procurei em suas obras e, achei trechos que claramente serviram de inspiração mas, esse texto não se encontra incluído em seus livros.
Em outros sites encontrei creditadas a Mahatma Ghandi.
Mas uma leitora do Fragmentos me escreveu dizendo que é de Rubens Paiva. Pesquisei sobre ele, mas as únicas informações que consegui foram sobre o desaparecido político pai de Marcelo Rubens Paiva e o texto não aparece em nenhuma reportagem. Tampouco encontrei o livro A Ostra e a Pérola.
Portanto ainda continuo a procura do autor.

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Paciência - Lenine



Composição: Lenine e Dudu Falcão

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

E o mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...

A vida não pára!...

A vida é tão rara!...

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Some kids wish their parents were animals

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Cultive a Felicidade



Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo.

Só você pode evitar que ela vá à falência.

Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você.

Ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções.

Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza.

Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.

Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

É agradecer a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.

É saber falar de si mesmo.

É ter coragem para ouvir um “não”.

É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

É beijar os filhos, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.

Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós.

É ter maturidade para falar “eu errei”.

É ter ousadia para dizer “me perdoe”.

É ter sensibilidade para expressar “eu preciso de você”.

É ter capacidade de dizer “eu te amo”.

Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz…


E, quando você errar o caminho, recomece tudo de novo.

Pois assim você será cada vez mais apaixonado pela vida.

E descobrirá que…

Ser feliz não é ter uma vida perfeita.

Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.

Usar as perdas para refinar a paciência.

Usar as falhas para esculpir a serenidade.

Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.

Jamais desista de si mesmo.

Jamais desista das pessoas que você ama.

Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espectáculo, ainda que se apresentem dezenas de factores a demonstrarem o contrário.

Pedras no caminho?

Guardo todas. Um dia vou construir um castelo...

Fernando Pessoa

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A Generosidade

Quanto mais caminho, mais percebo o quanto o mundo anda sedento. As pessoas correm, sofrem, se desesperam e continuam buscando a felicidade como se essa fosse apenas uma miragem nesse imenso deserto que a vida se transformou.

Há muita gente no mundo, milhares e milhares. Portanto, a solidão continua assolando vidas, maltratando corações que, no fim do dia e das contas acabam desacreditando nas portas que se abrem a elas. Cada qual pensa no próprio eu e todo mundo se isola. Enquanto isso, a vida continua, cresce a indiferença, cresce o desamor, multiplicam-se as depressões e incompreensões. As pessoas sentem-se vazias e reagem como pessoas vazias. Vazias, pelo menos, de amor e caridade, mas cheias de tristezas e desilusões.

Há, portanto, dentro de cada um de nós um poço de possibilidades e compartilhar de si é deixar-se um pouquinho em cada um. Só não tem nada para oferecer quem possui um coração vazio, não as mãos. E acabar com a solidão de alguém é contribuir para o fim da própria solidão. Oferecer a esperança é dar-se a si uma nova chance, é reabrir portas, é descobrir o novo e entregar-se a ele.

Há melhor presente no mundo que o dom de si? Há coisa mais bonita que saciar o coração de alguém? Devolver a esperança, por menor que seja ela, é dar às pessoas a oportunidade de descobrir o outro lado da vida, aquele que, embora um pouco esquecido, ainda existe.

O dia tem 24 horas e parece muitas vezes que são insuficientes para fazermos tudo o que temos que fazer. Lamentamos a falta de tempo para isso ou aquilo e pensamos que um dia, quem sabe, se atingirmos a bênção da velhice tranqüila, poderemos dar um pouco mais de nós aos outros. Quanto engano!!!

Podemos dar de nós a cada dia e a cada hora, agindo com o coração e tendo uma atitude que nos torna diferentes em qualquer lugar. Pode-se resistir ao ódio por muito tempo, mas quem resiste à ternura, ao afeto, ao amor e à boa-vontade?

Quando as pessoas agirem com menos egoísmo e ao invés de ruminarem a própria infelicidade começarem a agir para o bem do próximo, as doenças da alma começarão a encontrar a cura e o amanhecer terá para cada um de nós um outro rosto, mais sereno, mais amigo e mais esperado.

Letícia Thompson

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O Amor


O amor não é algo que o faz sair do chão e o transporta para lugares que você nunca viu. O nome disso é avião. O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que você esconde dentro de si e não mostra para ninguém. Isso se chama vibrador tailandês de três velocidades. O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que te faz perder a respiração e a fala. O nome disso é bronquite asmática. O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que chega de repente e o transforma em refém. Isso se chama seqüestrador. O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que voa alto no céu e deixa sua marca por onde passa. Isso se chama pombo com caganeira. O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que você pode prender ou botar para fora de casa quando bem entender. Isso se chama cachorro. O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa cinza que lançou uma luz sobre você, o levou pra ver as estrelas e o trouxe de volta com algo dele dentro de você. Isso se chama alienígena. O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que desapareceu e que, se encontrado, poderia mudar o que está diante de você. Isso se chama controle remoto da TV. O amor é outra coisa.

O amor é algo que, como diria Drummond, se pudesse ser explicado ou definido, já não seria amor…

Autoria Desconhecida
Imagem de stock.xchng

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Beleza da Mulher



Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção.

Não temos a menor idéia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual, isso quer dizer, se tem forma de guitarra... está bem. Não nos importa quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não de medidas.

As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, femininas... Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo. As magrinhas que desfilam nas passarelas, seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays e odeiam as mulheres e com elas competem. Suas modas são retas e sem formas e agridem o corpo que eles odeiam porque não podem tê-los.

Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. A elegância e o bom trato, são equivalentes a mil viagras.

A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem. Usem! Para andar de cara lavada, basta a nossa. Os cabelos, quanto mais tratados, melhor.

As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas. Porque razão as cobrem com calças longas? Para que as confundam conosco? Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas, é como ter o melhor sofá embalado no sótão.

É essa a lei da natureza... que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulêmica e nervosa logo procura uma amante cheinha, simpática, tranqüila e cheia de saúde.

Entendam de uma vez! Tratem de agradar a nós e não a vocês. Porque, nunca terão uma referência objetiva, do quanto são lindas, dita por uma mulher. Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda.

As jovens são lindas... mas as de 40 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o atlântico a nado. O corpo muda... cresce. Não podem pensar, sem ficarem psicóticas que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18. Entretanto uma mulher de 45, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se auto-destruindo.

Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas. Ou seja, aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em setembro, não antes; quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (não se saboteia e não sofre); quando tem que ter intimidade
com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza.

Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza. São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos 'em formol' nem em spa... viveram! O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesárias e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos.

Cuidem-no! Cuidem-se! Amem-se!

A beleza é tudo isto.

Paulo Coelho

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O que posso... e o que não posso...


Eu lhe dei a vida,
mas não posso vivê-la por você.

Eu posso mostrar-lhe caminhos,
mas não posso estar neles para liderar você.

Eu posso levá-lo à igreja
mas não posso fazer com que tenha fé.

Eu posso mostrar-lhe a diferença entre o certo e o errado,
mas não posso sempre decidir por você.

Eu posso lhe comprar roupas bonitas,
mas não posso fazê-lo bonito por dentro.

Eu posso lhe dar conselho,
mas não posso segui-lo por você.

Eu posso lhe dar amor,
mas não posso impô-lo a você.

Eu posso ensiná-lo a compartilhar,
mas não posso fazê-lo generoso.

Eu posso ensinar-lhe o respeito,
mas não posso forçá-lo a ser respeitoso.

Eu posso aconselhá-lo sobre amigos,
mas não posso escolhê-los por você.

Eu posso alertá-lo sobre sexo seguro,
mas não posso mantê-lo puro.

Eu posso informá-lo sobre álcool e drogas,
mas não posso dizer não por você.

Eu posso falar-lhe sobre o sucesso,
mas não posso alcançá-lo por você.

Eu posso ensiná-lo sobre a gentileza,
mas não posso forçá-lo a ser gentil.

Eu posso orar por você,
mas não posso impor-lhe Deus.

Eu posso falar-lhe da vida,
mas não posso dar-lhe vida eterna.

Eu posso dar-lhe amor incondicional por toda a minha existência.
... e isso eu farei....
Silvia Schmidt

Imagem retirada do site stock.xchng

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Um chá no presente



O monge e filósofo Budista Vietnamita, Thich Nhat Hanh, escreve sobre como apreciar uma boa chávena de chá, numa interessante reflexão acerca do momento presente.

"Temos que estar totalmente despertos no presente para apreciar o chá.

Apenas com a consciência no presente, as nossas mãos podem sentir o agradável calor da chávena.

Apenas no presente podemos apreciar o aroma, sentir a doçura e saborear a delicadeza.

Se estamos a ruminar sobre o passado ou preocupados com o futuro, perdemos por completo a experiência de apreciar a chávena de chá. Olharemos para a chávena e o chá terá já terminado.

A vida é assim. Se não estamos totalmente no presente, quando olharmos à nossa volta esta terá desaparecido. Quando pararmos de pensar no que já aconteceu, quando pararmos de nos preocupar com o que poderá nunca vir a acontecer, então estaremos no momento presente. Só então começaremos a experimentar a alegria de viver..."

Imagem retirada do site stock.xchng

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A Lei do Caminhão de Lixo


Um dia peguei um táxi e fomos direto para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa quando de repente um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente.

O motorista do táxi pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz!

O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós.

O motorista do táxi apenas sorriu e acenou para o cara.

E eu quero dizer que ele o fez bastante amigavelmente.

Assim eu perguntei: "Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!"

Foi quando o motorista do táxi me ensinou o que eu agora chamo “A Lei do Caminhão de Lixo”.

Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, e de desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não tome isso pessoalmente.

Apenas sorria, acene, deseje-lhes bem, e vá em frente. Não pegue o lixo delas e espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas.

O princípio disso é que pessoas bem sucedidas não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta para levantar de manhã com sentimentos ruins, assim… Ame as pessoas que te tratam bem. Ore pelas que não o fazem.

A vida é dez por cento o que você faz dela e noventa por cento a maneira como você a recebe!

Desconheço a autoria

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The Long and Winding Road - The Beatles


The long and winding road
That leads to your door
Will never disappear
Ive seen that road before
It always leads me her
Lead me to you door

The wild and windy night
That the rain washed away
Has left a pool of tears
Crying for the day
Why leave me standing here
Let me know the way

Many times Ive been alone
And many times Ive cried
Any way youll never know
The many ways Ive tried

But still they lead me back
To the long winding road
You left me standing here
A long long time ago
Dont leave me waiting here
Lead me to your door

But still they lead me back
To the long winding road
You left me standing here
A long long time ago
Dont leave me waiting here
Lead me to your door
Yeah, yeah, yeah, yeah

Tradução

A longa e sinuosa estrada

A longa e sinuosa estrada
que leva até sua porta,
Jamais desaparecerá,
Eu já vi esta estrada antes.
Ela sempre me traz até aqui,
Conduz-me até sua porta.

Na noite selvagem e tempestuosa
que a chuva eliminou,
Deixou uma piscina de lágrimas
Chorando pelo dia.
Por que me deixar aqui sozinho?
Mostre-me o caminho.

Muitas vezes eu fiquei sozinho
e muitas vezes eu chorei
De qualquer forma você nunca saberá
de quantas formas tentei,

Mas ainda assim elas me trazem de volta
à longa e sinuosa estrada
Você me deixou esperando aqui
há muito tempo atrás,
Não me deixe aqui esperando,
Guie-me à sua porta

Mais sobre a música no Wikipédia.

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Meus blogs

Sou uma pessoa que os japoneses chamam de akippoi (あきっぽい), seria aquele tipo de gente que se empolga fácil e logo enjoa. Começa e não termina. Tem mil interesses e deixa tudo pela metade.

Infelizmente sou assim desde que me conheço por gente =/

Na minha empolgação quando descobri os blogs, primeiro como mera leitora, depois como escritora do MEU blog, mesmo não mostrando para ninguém, com o [auto]aprendizado dos códigos HTML e os scripts em Java, realmente me empolguei em ficar mudando a cara do Fragmentos e depois veio a necessidade de ter blogs com outros temas mais específicos.

Hoje tento manter 4 blogs na ativa. Tá tá, o Aquecendo o coração está abandonado mas vou resolver isso logo logo. Aguardem.

Quem quiser conhecê-los e consequentemente me conhecer melhor, deixo aqui uma pequena descrição e o link para cada um.

Fragmentos

Foi o primeiro e é até hoje o principal. Nasceu quando eu descobri a gravidez da Melissa, primeiro no Weblogger que logo percebi ser uma porcaria, ficava dias fora do ar e não dava pra moderar os comentários, migrei de mala e cuia pro Blogger que também não era mara naquela época mas deu uma considerável melhorada depois que o foi integrada ao Google.

Surgiu da necessidade de escrever meus medos, meus anseios, minhas neuras, de deixar registrado cada enjoo, cada vômito, cada coisinha da gravidez. Era um registro particular não divulgado nem ao marido. Queria um lugar pra desabafar apenas. Queria que meu filho , quando crescesse, pudesse ler tudo o que passei e entender que, mesmo que uma atitude autoritária da minha parte possa passar a idéia de desamor, tudo tudo o que faço, o que respiro, o que me mantém viva é o amor que sinto por ele. No começo, antes de saber o sexo, sempre me referi à Melissa como 'meu filho'. Mesmo sentindo desde o começo que era uma menina =)

Passei a gravidez inteira acompanhada pelo medo de perder "o bebê" a qualquer hora, como aconteceu da primeira vez que me descobri grávida. Coisas que a maioria das pessoas não tem paciência de escutar e logo me cortavam com um "Ah, mas você ainda pode ter outros filhos".

Juro, essa é a frase mais escrota pra se dizer a uma pessoa que perdeu seu filho, tenha ele nascido ou não. Entendam de uma vez por todas que um filho jamais substitui outro. Aquele que se foi deixa um vazio que nenhum outro ser no mundo é capaz de preencher.

Com o tempo, a família e os amigos no Brasil cobravam notícias constantes da Melissa. Queriam fotos, fofocas, novidades que eu sempre mandava por email. Mas a maioria usa[va] serviços do MSN/Hotmail que muitas vezes falhava na entrega dos emails. Uma bosta que mantenho apenas por causa do messenger.

Aí já ficava sem controle de quem recebia o que e não sabia mais pra quem eu tinha reenviado. A solução mais simples foi abrir o Fragmentos ao público e quem realmente tivesse interesse poderia acessar de qualquer computador, ler nossas aventuras e ver fotos recentes.

Depois descobri que a maioria dos parentes não lê e continua me cobrando fotos e novidades Õ.ó Mas ganhei amigas blogueiras com um interesse em comum: filhos e o blog continuou aberto.

Ele passou por muitas fases: falando sobre o Orkut, sobre o Digiscrap, sobre outros blogs e acabei fazendo muitas amizades. Cogitei até a possibilidade de migrar para o Wordpress que possui uma plataforma muito mais avançada que o Blogger, mas já me estabeleci nesse endereço e achei melhor ficar por aqui mesmo, já que o Helio não me deixa ter um domínio próprio T_T

Literalmente são pequenos fragmentos da minha vida aqui no Japão, minhas descobertas e aventuras depois da maternidade, um mundo antes tão pouco atraente para mim e que acabou se tornando profissão de fé.

Caderno de Receitas

A primeira proposta foi de colocar as receitas das papinhas que eu fazia pra Melissa, queria um espaço separado do Fragmentos. Passou um bom tempo abandonado pois passou a fase das papinhas. Eu poderia ter colocado as comidinhas que ela foi aos poucos incorporando em seu cardápio mas a preguiça foi maior. Acho que foi na época que fiquei empolgada com o Digiscrap, fiz parte do CT de duas designers e fiquei com pouco tempo também.

Hoje é um caderno de receitas mesmo. O MEU caderno. Receitas anotadas nem sempre com explicações detalhadas. Receitas inventadas, modificadas para os ingredientes japoneses, copiadas do caderno que me acompanha desde os meus 17 anos, hoje já sem capa, coitado.

Sem intenções grandiosas de ensinar neguinho a cozinhar. Aliás, para seguir as receitas o leitor tem que ter noções básicas de cozinha, bom senso e vontade de por a mão na massa. Tá, eu até entendo que a/o indivíduo não queira desperdiçar ingredientes e querer detalhes que não escrevi, mas em minhas experiências a única coisa que pude comprovar é que não adianta botar muitos detalhes para os outros. Um forno diferente do meu já dá um resultado completamente diferente em um bolo por exemplo. Isso sem falar na diferença dos ingredientes disponíveis. O que coloco aqui são coisas que faço com as coisas que acho aqui no Japão, com um forno que é um tostador tamanho família onde não cabe uma assadeira maior que 23 cm de largura e de altura não cabe uma forma de pudim para poder assar em banho-maria. Por essas e outras razões não coloco nem tamanho de forma e nem tempo de forno na maioria das receitas que utilizam o forno, porque pra mim é padrão, uso sempre a mesma forma o que muitas vezes me obriga a assar em prestações porque se colocar tudo transborda.

É claro que respondo as dúvidas com o maior prazer se usar de educação na hora de pedir mais detalhes. Não custa, não é mesmo? Mas comentários do tipo: "Ah fofa, admiro sua disposição em dividir suas receitas mas falta detalhes na maiora das receitas. Vê se coloca a receita completa antes de postar, tá." Sim, já recebi isso e o destino foi a lixeira. Excluí sem dó e sem explicações, não vi necessidade para isso. E nem mandando beijinhos no final do comentário vai fazer com que eu mantenha esse tipo de coisa no ar, pelo menos não no meu espaço, que já vou avisando: NÃO é democrático.

Para aquecer o coração

Totalmente abandonado há quase um ano, é onde reúno poemas dos meus poetas preferidos, clipes e letras das músicas que gosto, textos recebidos por email, esse tipo de coisa.

Romântica inveterada mas sem talento para escrever coisas bonitas, então pego emprestado de quem sabe fazer a gente viajar* com suas palavras.

Versão virtual daqueles cadernos de poesias que carregamos durante a adolescência.

* viajar = sonhar, suspirar, refletir

Projetos

Plágio deslavado do projeto 101 coisas em 1001 dias da Patrícia Müller. Por enquanto com apenas um pequeno projeto que seria uma versão light de 101 coisas, me proponho a cumprir 32 coisas em 365 dias. Isso, em um ano quero ver se me disciplino, me organizo e cumpro as coisas que me comprometo. O dia que conseguir isso posso tentar partir pra um projeto maior como o 101, isso se eu conseguir pensar em 101 coisas, porque não consegui pensar nem em 35 o_O

Pretendia esse ano começar um outro projeto de fotos das meninas para acompanhar o crescimento delas semana a semana, mas o corte do cabelo da Melissa me desanimou. Depois eu vejo. Por hora estou me empenhando com as coisas que me propus a fazer até o dia 21 de janeiro de 2010. Melhor não me comprometer a fazer muita coisa ao mesmo tempo e correr o risco de largar tudo pela metade =p

Qualquer dia faço um pra falar das minhas plantas também. Aguardem =D

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Open Arms - Journey


Lying beside you
Here in the dark
Feeling your heartbeat
With mine
Softly you whisper
You're so sincere
How could our love
Be so blind

We sailed on together
We drifted apart
And here you are by my side

(Chorus)
So now I come to you
With open arms
Nothing to hide
Believe what I say
So here I am
With open arms
Hoping you'll see
What your love means to me
Open arms

Living without you
Living alone
This empty house seems so cold
Wanting to hold you
Wanting you near
How much I wanted you home

And now that you've come back
Turned night into day
I need you to stay

(Chorus)

Tradução

Deitado ao seu lado
Aqui no escuro
Sentindo as batidas do seu coração
Suavemente você sussurra
Você é tão sincero
Como nosso amor pôde ser tão cego?

Nós velejamos juntos
Nós nos separamos
E aqui está você ao meu lado

Refrão:
Então agora eu vou até você
De braços abertos
Nada a esconder
Acredite no que eu digo
Então aqui estou eu
De braços abertos
Esperando que você veja
O que seu amor significa para mim
De braços abertos

Viver sem você
Viver sozinho
Esta casa vazia parece tão fria

Querendo abraçar você
Querendo você próxima
Como eu quis você em casa

Mas agora que você voltou
Transformou a noite em dia
Eu preciso que você fique

Refrão

Original com Steve Perry.
Com Mariah Carey.
Mais sobre a música no Wikipédia.

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Um pedaço de bolo


Às vezes nos perguntamos: "O que eu fiz pra merecer isso?" Ou... "Por que Deus tinha que fazer isso justo comigo?" Aqui vai uma belíssima explicação.

A filha dizia à Mãe como tudo ia errado. Ela não se saíra bem na prova de Matemática... O namorado resolveu terminar com ela e a sua melhor amiga estava de mudança para outra cidade.

Em horas de amargura, a mãe sabia que poderia agradar a filha preparando-lhe um bolo. Naquele momento não foi diferente. Abraçou a filha e levou-a à cozinha, conseguindo arrancar da moça um sorriso sincero.

Logo que a mãe separou os utensílios e ingredientes que usaria e os colocou na mesa, perguntou à filha:

-Querida, quer um pedaço de bolo?

- Mas já, mamãe? É claro que quero. Seus bolos são deliciosos...

-Então está bem, respondeu a mãe. Tome um pouco desse óleo de cozinha!

Assustada, a moça respondeu:

- Credo, mãe!

- Que tal então comer uns ovos crus, filha?

- Que nojo... Mãe!

- Quer então um pouquinho de Farinha de Trigo ou Bicarbonato de Sódio?

- Mãe, isso não presta!

A Mãe então respondeu:

- É verdade, todas essas coisas parecem ruins sozinhas, mas quando as colocamos juntas, na medida certa... Elas fazem um bolo delicioso!

Deus trabalha do mesmo jeito. Às vezes a gente se pergunta por que Ele quis que nós passássemos por momentos difíceis, mas Deus sabe que quando Ele põe todas essas coisas na ordem exata, elas sempre nos farão bem. A gente só precisa confiar nele e todas essas coisas ruins se tornarão algo fantástico!

Deus é louco por você. Ele te manda flores em todas as Primaveras...

...O nascer o Sol todas as manhãs...

... E sempre que você quiser conversar, Ele vai te ouvir!

Ele pode viver em qualquer lugar do universo, e Ele escolheu o seu coração!

Desconheço a autoria
Imagem retirada do site pixelio.de

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Enquanto Houver Amizade

Pode ser que um dia deixemos de nos falar.
Mas enquanto houver Amizade, faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe.
Mas, se a Amizade permanecer, um do outro há de se lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos.
Mas, se formos Amigos de verdade, a Amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos.
Mas, se ainda sobrar Amizade, nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe.
Mas com a Amizade construiremos tudo novamente.

Cada vez de forma diferente, sendo único e inesquecível
Cada momento que juntos vivemos e nos lembraremos sempre.

Há duas formas para viver sua vida.
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
Albert Einstein

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Veneno para sogra

Há muito tempo, uma menina chamada Lili se casou e foi viver com o marido e a sogra. Depois de algum tempo, passou a não se entender com a sogra.

Personalidades muito diferentes, Lili se irritava com os hábitos dela, criticando-a freqüentemente.

Meses se passaram e Lili e sua sogra, cada vez mais, discutiam e brigavam. De acordo com a antiga tradição chinesa, a nora tinha que se curvar à sogra e obedecê-la em tudo.

Lili, já não suportando mais conviver com a sogra, decidiu tomar uma atitude e foi visitar um amigo de seu pai. Depois de ouvi-la, ele pegou um pacote de ervas e lhe disse:

- Vou lhe dar várias ervas que irão envenenar lentamente sua sogra. Você não poderá usá-las de uma só vez para se livrar dela, porque isso causaria suspeitas. A cada dois dias, ponha um pouco destas ervas na comida dela. Agora, para ter certeza de que ninguém suspeitará de você quando ela morrer, você deve ter muito cuidado e agir de forma muito amigável. Nunca discuta, e a ajudarei a resolver seu problema, mas você tem que me escutar e seguir todas as instruções que eu lhe der.

- Sim, Senhor Huang, eu farei tudo o que o senhor me pedir - respondeu Lili.

Lili ficou muito contente, agradeceu ao Senhor Huang e voltou apressadamente para casa, para dar início ao projeto de assassinar sua sogra. Semanas se passaram e, a cada dois dias, Lili servia a comida "especialmente tratada" à sua sogra. Ela sempre se lembrava do que o Senhor Huang havia recomendado sobre evitar suspeitas e, assim, controlou o seu temperamento, obedecendo à sogra e tratando-a como se fosse sua própria mãe.

Depois de seis meses, a casa inteira estava com outro astral.

Lili tinha controlado o seu temperamento e quase nunca se aborrecia. Durante esse tempo, ela não teve discussões com a sogra, que agora parecia mais amável e mais fácil de lidar. As atitudes da sogra também mudaram, e elas passaram a se tratar como mãe e filha.

Um dia, Lili novamente foi procurar o Senhor Huang para lhe pedir ajuda e disse:

- Querido Senhor Huang, por favor, me ajude a evitar que o veneno mate minha sogra. Ela se transformou numa mulher agradável, e eu a amo como se fosse minha mãe! Não quero que ela morra por causa do veneno que eu lhe dei. Por favor, Senhor Huang, me ajude!

O senhor Huang sorriu e acenou com a cabeça.

- Lili, não precisa se preocupar. As ervas que lhe dei eram vitaminas para melhorar a saúde dela. O veneno estava na sua mente e na sua atitude, mas foi jogado fora e substituído pelo amor que você passou a dar a ela. Na China, existe uma regra dourada que diz:

"A pessoa que ama os outros também será amada!"

Lembre-se sempre:

"O plantio é opcional, mas a colheita é obrigatória. Por isso, tenha cuidado com o que planta!"

Lenda Chinesa

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Antes que eles cresçam

Há um período em que os pais vão ficando órfãos de seus próprios filhos.
É que as crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados.
Crescem sem pedir licença à vida.
Crescem com uma estridência alegre e, às vezes com alardeada arrogância.
Mas não crescem todos os dias, de igual maneira, crescem de repente.
Um dia sentam-se perto de você no terraço e dizem uma frase com tal maneira que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.
Onde é que andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu?
Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços e o primeiro uniforme do maternal?
A criança está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça...
Ali estão muitos pais ao volante, esperando que eles saiam esfuziantes e cabelos longos, soltos.
Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão nossos filhos com uniforme de sua geração.
Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias, e da ditadura das horas.
E eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo com nossos acertos e erros.
Principalmente com os erros que esperamos que não se repitam.
Há um período em que os pais vão ficando um pouco órfãos dos filhos.
Não mais os pegaremos nas portas das discotecas e das festas.
Passou o tempo do ballet, do inglês, da natação e do judô.
Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer para ouvirmos sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, posters, agendas coloridas e discos ensurdecedores.
Não os levamos suficientemente ao Playcenter, ao shopping, não lhes demos suficientes hambúrgueres e refrigerantes, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas que gostaríamos de ter comprado.
Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afeto.
No princípio iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhos.
Sim havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de chicletes e cantorias sem fim.
Depois chegou o tempo em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma e os primeiros namorados.
Os pais ficaram exilados dos filhos. Tinham a solidão que sempre desejaram, mas, de repente, morriam de saudades daquelas "pestes".
Chega o momento em que só nos resta ficar de longe torcendo e rezando muito para que eles acertem nas escolhas em busca da felicidade.
E que a conquistem do modo mais completo possível.
O jeito é esperar: qualquer hora podem nos dar netos.
O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco.
Por isso os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável carinho.
Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.
Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam.

Affonso Romano de Sant'Anna

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Lição de vida

1ª lição..

Durante meu primeiro ano da faculdade, nosso professor nos deu um questionário. Eu era bom aluno e respondi rápido todas as questões até chegar a última:
"Qual o primeiro nome da mulher que faz a limpeza da escola?".
Sinceramente, isso parecia uma piada. Eu já tinha visto a tal mulher várias vezes. Ela era alta, cabelo escuro, lá pelos seus 50 anos, mas como eu ia saber o primeiro nome dela?
Eu entreguei meu teste deixando essa questão em branco e um pouco antes da aula terminar, um aluno perguntou se a última pergunta do teste ia contar na nota.
"É claro!", respondeu o professor. "Na sua carreira, você encontrará muitas pessoas. Todas têm seu grau de importância. Elas merecem sua atenção mesmo que seja com um simples sorriso ou um simples 'alô'." Eu nunca mais esqueci essa lição e também acabei aprendendo que o primeiro nome dela era Dorothy.

Primeira lição: Você pode e deve ser importante, porque todas as pessoas são importantes, o mais importante é o respeito ao próximo e o valor que você dá aos humildes.

2ª lição...

Numa noite, estava uma senhora negra, americana do lado de uma estrada no estado do Alabama enfrentando um tremendo temporal.
O carro dela tinha enguiçado e ela precisava, desesperadamente, de uma carona. Completamente molhada, ela começou a acenar para os carros que passavam. Um jovem branco, parecendo que não tinha conhecimento dos acontecimentos e conflitos dos anos 60, parou para ajuda-la. O rapaz a colocou em um lugar protegido, procurou ajuda mecânica e chamou um táxi para ela. Ela parecia estar realmente com muita pressa mas conseguiu anotar o endereço dele e agradecê-lo. Sete dias se passaram quando bateram à porta da casa do rapaz. Para a surpresa dele, uma enorme TV colorida com o console e tudo estava sendo entregue na casa dele com um bilhete junto que dizia:
"Muito obrigada por me ajudar na estrada naquela noite.
A chuva não só tinha encharcado minhas roupas como também meu espírito.
Aí, você apareceu. Por sua causa eu consegui chegar ao leito de morte do meu marido antes que ele falecesse. Deus o abençoe por ter me ajudado.
Sinceramente, Mrs. Nat King Cole."

Segunda lição: Pequenos atos ou gestos podem ser a diferença que falta para termos um mundo melhor... Seja Você esta diferença

3ª lição...

Numa época em que um sorvete custava muito menos do que hoje, um menino de 10 anos entrou na lanchonete de um hotel e sentou a uma mesa. Uma garçonete colocou um copo de água na frente dele.
"Quanto custa um sundae?", ele perguntou.
"50 centavos" - respondeu a garçonete.
O menino puxou as moedas do bolso e começou a conta-las.
"Bem, quanto custa o sorvete simples?", ele perguntou.
A essa altura, mais pessoas estavam esperando por uma mesa e a garçonete, perdendo a paciência.
"35 centavos", respondeu ela, de maneira brusca.
O menino, mais uma vez, contou as moedas e disse:
"Eu vou querer, então, o sorvete simples". A garçonete trouxe o sorvete simples, a conta, colocou na mesa e saiu.
O menino acabou o sorvete, pagou a conta no caixa e saiu. Quando a garçonete voltou, ela começou a chorar à medida em que ia limpando a mesa pois ali, do lado do prato, havia 15 centavos em moedas, ou seja, o menino não pediu o sundae porque ele queria que sobrasse a gorjeta da garçonete.

Terceira lição: Não feche os olhos paras as pequenas coisas do dia a dia, não as ignore, porque você pode estar deixando uma grande oportunidade passar sem perceber e esta oportunidade pode ser aquela que justamente iria mudar a sua vida.

4ª lição...

Em tempos bem antigos, um rei colocou uma pedra enorme no meio de uma estrada. Então, ele se escondeu e ficou observando para ver se alguém tiraria a imensa rocha do caminho. Alguns mercadores e homens muito ricos do reino passaram por ali e simplesmente deram a volta pela pedra.
Alguns até esbravejaram contra o rei dizendo que ele não mantinha as estradas limpas mas nenhum deles tentou sequer mover a pedra dali.
De repente, passa um camponês com uma boa carga de vegetais. Ao se aproximar da imensa rocha, ele pôs de lado a sua carga e tentou remover a rocha dali.
Após muita força e suor, ele finalmente conseguiu mover a pedra para o lado da estrada. Ele, então, voltou a pegar a sua carga de vegetais mas notou que havia uma bolsa no local onde estava a pedra.
A bolsa continha muitas moedas de ouro e uma nota escrita pelo rei que dizia que o ouro era para a pessoa que tivesse removido a pedra do caminho.
O camponês aprendeu o que muitos de nos nunca entendeu: "Todo obstáculo contém uma oportunidade para melhorarmos nossa condição".

Quarta lição: Muitas vezes desviamos-nos do nosso caminho para não encarar a realidade pela sua dificuldade e com isso não só passamos o problema para outros por não termos assumido a nossa parte da responsabilidade, como também podemos estar nos privando de muitas coisas boas, no mínimo a satisfação de ter realizado um grande feito.

5ª lição...

Há muitos anos, quando eu trabalhava como voluntário em um hospital, eu vim a conhecer uma menininha chamada Liz que sofria de uma terrível e rara doença. A única chance de recuperação para ela parecia ser através de uma transfusão de sangue do irmão mais velho dela de apenas 5 anos que, milagrosamente tinha sobrevivido a mesma doença e parecia ter, então, desenvolvido anticorpos necessários para combatê-la.
O médico explicou toda a situação para o menino e perguntou, então, se ele aceitava doar o sangue dele para a irmã. Eu vi ele hesitar um pouco mas depois de uma profunda respiração ele disse:
"Tá certo, eu topo já que é para salvá-la....".
À medida que a transfusão foi progredindo, ele estava deitado na cama ao lado da cama da irmã e sorria, assim como nós também, ao ver as bochechas dela voltarem a ter cor. De repente, o sorriso dele desapareceu e ele empalideceu. Ele olhou para o médico e perguntou com a voz trêmula:
"Eu vou começar a morrer logo, logo?"
Por ser tão pequeno e novo, o menino tinha interpretado mal as palavras do médico pois ele pensou que teria que dar todo o sangue dele para salvar a irmã!

Quinta lição importante: Porque quando criança, somos capazes de grande gestos e com o passar da idade passamos a ser cada vez mais mesquinhos e arrumamos desculpas para justificarmos os nossos atos e omissões... Pense nisso.

Pois é, compreensão, atitude e respeito ao ser humano são tudo.

"Trabalhe como se você não precisasse do dinheiro, ame como se você nunca tivesse se machucado e dance como você dançaria se ninguém estivesse olhando"

Desconheço a autoria

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Além do céu, além da terra


Além da Terra, além do Céu,
no trampolim do sem-fim das estrelas,
no rastro dos astros,
na magnólia das nebulosas.
Além, muito além do sistema solar,
até onde alcançam o pensamento e o coração,
vamos!
vamos conjugar
o verbo fundamental essencial,
o verbo transcendente, acima das gramáticas
e do medo e da moeda e da política,
o verbo sempreamar,
o verbo pluriamar,
razão de ser e de viver.



Carlos Drummond de Andrade

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Chico Xavier


Viver é sempre dizer aos outros que
eles são importantes. Que nós os amamos,
porque um dia eles se vão e ficaremos
com a impressão de que não os
amamos o suficiente.

Chico Xavier

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